CIRCUITO DE POESIA COM LEONARDO FRÓES


Leonardo é poeta carioca, tradutor, jornalista, naturalista e crítico literário brasileiro


Por Fernanda de Oliveira Schünemann do 2º ADM A



No dia 24 de Abril de 2021 o Instituto Estação das Letras nos proporcionou um Concerto de Poesia realizado pelo zoom (se alguém quiser dar uma olhadinha tem gravado no link que disponibilizei no final do texto) no qual tivemos a querida participação do poeta Leonardo Fróes onde contou sobre sua vida e recitou alguns poemas, um que mais se destacou pra mim foi o poema Justificação de Deus não é à toa que é um dos seus poemas mais conhecidos. Aconselho a todos dar uma olhada no trabalho dele, é incrível o jeito como ele trata seus trabalhos e a forma que comenta sobre a natureza nos cativa.




Ele nasceu em Itaperuna em 1941, foi criado na cidade do Rio de Janeiro e atualmente está com 80 anos, viveu durante alguns anos em Nova Iorque e em alguns países europeus. Com 13/14 anos ele só se interessava por poesia, via seus colegas se preparando para serem médicos, advogados, diplomatas e tinha vergonha de dizer o que queria ser quando crescesse mantendo isso em segredo por muito tempo.

Estudou no colégio Pedro Segundo, na época considerado o melhor colégio do Brasil, como era internato ele estudava de manhã, de tarde e de noite o colégio era muito focado nas áreas de literatura, ensino do português e de línguas em geral, mas não estudava modernismo, por sua própria iniciativa descobriu Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Jorge de Lima, Joaquim Cardoso, e se tornou um grande frequentador do point de reunião de escritores foi quando não teve mais dúvidas de que era isso que ele queria fazer.





Quando morou em Paris se sentia um poeta maldito naquela tradição de jovens poetas não dá certo, passar dificuldades, mas sempre teve certeza de que aquela é sua vocação, sacrificando qualquer brilhante carreira profissional. Com 18 anos trabalhava em um jornal e parou aos 19, quando saiu do Rio era editor de uma editora onde ganhava bem, mas nada disso importa pois ele prefere uma vida modesta na qual leva hoje sem grandes poses, sem grandes aquisições, sem muito dinheiro, mas com uma taxa de contentamento extraordinário.


Ele se compara mais a um artesão, entalhador de pedra, sapateiro, marceneiro, faz um artesanato com palavras porque assim como quando você faz um artesanato em madeira, em pedra ou em qualquer outro material você tem que saber encaixar naquelas coisas, como ele mesmo disse “o poema não pode deixar palavras sobrando, não pode deixar palavra arranhando o ouvido ele tem que ser redondo como uma bola, ele tem quer ser do princípio ao fim uma obra bem-acabada”. Contudo, nunca participou disso, ele tem que se entregar aquele artesanato que está compondo de forma que ele fique da maneira mais agradável para seu próprio ouvido, nunca publicou algo no qual achava não ser digno de ser publicado, rasgava e jogava fora sem piedade.


Como crítico literário e ensaísta, além de ter contribuído e de esporadicamente continuar contribuindo com jornais, esteve ligado também à revista Piracema como subeditor e como editor na Fundação Nacional de Arte. Desde a década de 1970 recolheu-se em Petrópolis, onde mora em um sítio com a esposa e filhos, tudo em sua vivência lhe influência quando escreve, a partir da vinda para o campo a sua poesia é cada vez mais, muitas vezes o que lê acabando influenciando um pouco em seus poemas.



Link do Concerto: https://www.youtube.com/watch?v=Wg1o-kmhHnY&t=1948s

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