• manurosa3011

LISTA DE LEITURA PARA OS LEITORES QUARENTENADOS

Por Manuela B.R. do 1° ADMB/IFSVS



Em meio a pandemia de corona vírus, as pessoas do mundo inteiro se viram com as rotinas completamente modificadas: alguns ficam em casa e só saem para ir ao mercado; outros saem à vontade, sem se preocupar com o isolamento; assim como há os profissionais de saúde, que trabalham com todo o vigor para salvar a vida dos infectados pelo vírus.

Com essa mudança repentina de realidade, os indivíduos economicamente ativos começaram a consumir mais, seja na compra de alimentos, eletrônicos, vestuário, dentre outros bens compráveis. Em oposição, conforme o jornal Folha de São Paulo no dia 1° de julho deste ano, a procura por livros aumentou em 31% após o período do vale da pandemia, o que, na verdade, é pouco para o mesmo período do ano passado.


Por este motivo, resolvi montar uma pequena lista contendo 5 livros, alguns bem conhecidos e outros nem tanto, que marcaram a minha história como amante da literatura. Observando-os, verá que eles não tem uma semelhança muito nítida, mas são livros que tiveram grande influência na minha infância e adolescência (ainda sou adolescente, mas vale), e dessa maneira, na minha personalidade.

Com essa lista, pretendo te cativar, leitor, à pelo menos ler algum resumo da obra que mais se interessar, e de preferência, procurar o livro para enfim, lê-lo. Prometo que não irá se arrepender.



As Crônicas de Nárnia


Imagem tirada da internet do livro As Crônicas de Nárnia



As Crônicas de Nárnia é a mais famosa obra de C. S. Lewis, e sem dúvida, tem seus motivos. O exemplar que tenho contém 751 páginas e conta com 7 histórias de fantasia que seguem uma cronologia, com três delas que tornaram-se filmes.

A mais famosa delas, O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa, foi a primeira a ser escrita, levando-nos a conhecer a história de quatro irmãos que se veem viajando para uma terra desconhecida, Nárnia, e passam por criaturas irreais e fantásticas, assim como batalhas intensas. Tudo isso por causa de uma passagem mágica, que havia dentro de um guarda-roupa.

Essa obra, no mínimo fantástica, moldou a minha infância, seja pelas histórias escritas nesse belíssimo livro, ou nos filmes que faziam qualquer criança sonhar alto e querer virar amiga de Lúcia, Edmundo, Susana, Pedro, e é claro, Aslam.

Depois que eu o li, ele estava apenas juntando pó em cima da minha prateleira. Vou lê-lo de novo, alguma hora.



O Pequeno Príncipe


Imagem tirada da internet do livro O Pequeno Príncipe



O Pequeno príncipe, escrito por Antoine de Saint-Exupéry, é uma das mais clássicas e famosas obras literárias dedicadas para o público infantil. O exemplar que tenho contém 91 páginas repletas de magia e reflexão criativa.


Uma jiboia digerindo um elefante



Com certeza você já deve ter visto esta imagem de uma jiboia digerindo um elefante, e ela veio deste mesmo livro. Mas espere, você viu um chapéu? Isso é um equívoco seu. Claramente é uma jiboia digerindo um elefante, e você visivelmente não sabe nada sobre chapéus.

Voltando ao assunto – já que você desconhece desse utensílio que as pessoas colocam na cabeça – esse livro nos leva à um problema no motor do avião de Antoine, que ocorreu ao meio do deserto do Saara, onde ele acaba sozinho e encontra um jovenzinho, um pequeno príncipe, que vem para amenizar a solidão do nosso autor.

Sem dúvidas, essa obra teve bastante influência no meu lado criativo, assim como em meus pensamentos infanto-juvenis.



O Diário de Anne Frank


Imagem tirada da internet do livro O Diário de Anne Frank



Como o nome já nos dita, O Diário de Anne Frank é um livro totalmente verídico, em forma de diário, escrito por Anne Frank, uma adolescente em meio à segunda guerra mundial. O exemplar que li continha em torno de 230 páginas, e é a obra mais real que existe, em minha opinião.

Anne começa seu diário contando sobre o dia a dia dela: escola, amigas, romances, como uma jovem comum e com grande talento para a escrita. Mas então, como era Judia, ela e sua família foram perseguidos e se esconderam dos nazista, para não serem levados à campos de extermínios e separados para sempre.

Por eu ser mulher, e ter lido a obra com a mesma faixa etária em que a autora o escreveu, eu senti aquele livro pesar em mim. Todos os pensamentos e sentimentos de uma jovem extremamente talentosa depositados em minhas mãos, a vida que ela viveu, enfurnada com sua família e outras pessoas que ela não conhecia, tudo aquilo pesava muito.

É um livro triste, porém, vale a pena ler e conhecer a mente de Anne Frank.



Quem é você, Alasca?


Imagem tirada da internet do livro Quem é você, Alasca?



Não poderia faltar nessa lista um livro do renomado e famosíssimo escritor e vloger John Green, autor de A Culpa é das Estrelas e de Cidades de Papel. O exemplar que tenho do romance contém 229 páginas e é uma obra que me mostrou o que é ser jovem.

A obra conta a história de Miles, um garoto sem amigos que gosta de colecionar últimas palavras. O quieto e magrelo garoto é levado para um internato, onde conhece duas pessoas (ele conhece outras pessoas, é claro, é uma escola, mas nenhuma delas é importante o suficiente para se falar aqui): a primeira é o seu colega de quarto, Coronel, e a segunda é Alasca, uma garota tagarela, porém, misteriosa.

O livro, de cara, parecia ser um romance adolescente comum, e na verdade, é exatamente isso. Porém, o que me fez gostar dessa obra é o ambiente que ele ocorre. Não que eu goste dos Estados Unidos (e eu não gosto), mas a sensação de juventude americana sendo vivida era algo prazeroso, que eu até sentia ciúmes, e me faz pensar se a minha vida juvenil está realmente sendo aproveitada.

Se você quer se sentir adolescente, talvez esse livro funcione. Ou não. Depende.



Quinze dias


Imagem tirada da internet do livro Quinze Dias



Por último, e nunca menos importante, um dos livros mais fofos que eu já li. Quinze dias, o primeiro livro escrito pelo ilustrador brasileiro Vitor Martins. O exemplar que tenho contém 207 páginas de singelos surtos de um típico adolescente brasileiro desesperadamente apaixonado.

A obra conta a História de Felipe, um adolescente que sofre bullying na escola por ser gordo, e esconde sua sexualidade por proteção contra o mundo. Como um sonho, chegam as férias e ele se livra dos sem caráter que convivia diariamente, mas tem que lidar com algo que não esperava: sua mãe resolveu hospedar Caio (por quem Felipe é completamente apaixonado), o filho dos vizinhos que estavam viajando, pelo resto das férias. Com o tempo, Felipe começa a se aceitar do jeito que é e a finalmente entender seus sentimentos.

O carinho que eu tenho por esse livro é surreal, pois é uma leitura muito agradável, não é desconfortável de se ler, como alguns livros de romance que eu lia antigamente, e tem uma história que grudou em mim que tive que ler o livro direto. Levei 2 dias pra ler, de tanto que gostei.

Como o Quem é você, Alasca?, ele nos dá um sentimento adolescente, mas dessa vez, um sentimento abrasileirado.



Enfim, chegamos ao final dessa lista, e como percebi nesse momento, com uma ordem cronológica da minha infância/juventude. Agora, em mim, resta esse sentimento de nostalgia ao relembrar todos essas obras e o que elas representam para a minha pessoa, e a dúvida, se você se interessou ou até já leu alguma delas. Dessa maneira, eu fico por aqui.


Até breve!

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