LIVRO X SÉRIE: OS INSTRUMENTOS MORTAIS E O LIVRO CIDADE DE VIDRO

Por Bibiana Melo do 1º Alimentos/ IFSVS





Neste livro, embarcamos com Cassandra Clare, autora da coleção, em mais uma de suas cidades. Desta vez, os personagens vão até a famosa cidade de vidro, também chamada de Alicante, cidade natal dos shadowhunters, mas hei, a partir daqui vai haver spoilers então se ainda não conhece, vá conhecer o mundo das sombras e volte para dizer se concorda com este texto ou não. No terceiro livro, Clary está tentando acordar sua mãe do efeito da poção, enquanto isso, Valentin está tentando destruir o submundo. Normalmente, os livros são mais detalhados, mas nesse caso a série tem mais momentos que seriam importantes e no livro não existem; também há uma mudança na linha temporal em que fatos aconteceram no início da série são misturados.



Percebi que o Jace começa a ser retratado de forma humana, com sentimentos e essa é para mim uma divergência notável, ele deixa de ser o caçador intocável e, mostra para quem ele gosta, o menino que foi criado sem amor pelo Valentin. Ele descobre ser um Herondale quando toda a família já está morta e não tem mais a avó (sendo que na série a avó o ajuda). No livro, o Raphael é só um vampiro amargurado que acaba ajudando por chantagem ao invés de amizade como na série, já o Simon continua sendo um vampiro diurno, mas não aceita fazer parte do submundo e tudo parece distante como se os membros, metade demônio, nem se conhecessem.

Os relacionamentos, por incrível que pareçam, são mais detalhados nas telinhas, senti falta das superações do Alec enquanto se descobre para conquistar o Magnus, já que no livro eles só aparecem juntos. Também achei muito enrolada a situação do Jace ser ou não o irmão da Clary. Na série, a mãe dela morre na segunda temporada, enquanto no terceiro livro ela acorda a tempo da batalha. Jonathan, o verdadeiro irmão da Clary, aparece de repente como vilão e sem tentar conhecer a irmã. A guerra e a morte do Valentin são diferentes no livro, deixando claro que os seres celestiais não concordam com o comportamento genocida dele, levando em consideração que o próprio anjo Raziel o matou, porém a cena no Lago Lyn, onde a Clary pede ao anjo para trazer Jace de volta, depois de Valentin o ter matado, é igual.





Acho que uma das principais diferenças é que no livro os fatos têm lógica, por exemplo, a Clary realmente parece uma recém descoberta caçadora e não uma guerreira como na série; a mãe dela age como mãe e a compreende, diferente da série. Penso também que em alguns momentos os antagonistas são mais interessantes que os protagonistas. Enfim, no final dessas quase quinhentas páginas, a rainha Seelie lhe oferece um favor que Clary recusa dizendo que já tinha tudo, porém isso com certeza não passou despercebido pela rainha. Espero que no próximo livro os acontecimentos sejam melhor construídos, a vantagem é que a coleção é antiga, ou seja, não precisamos esperar anos pelo próximo, então, vamos lá ler o cidade dos anjos caídos?!


(Obs: As imagens foram retiradas da rede de internet e não foram elaboradas por nós)

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