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O ALUNO BRUNO MANUCELLO DO 2° MSI B E A ARTE DE ESCREVER

Updated: Sep 10, 2019

Desde o início do ano quando temáticas como Literatura e poemas surgem em sala de aula, o Bruno me mostra seus poemas de amor que agora ganham espaço especial no Blog para que todos conhecem seu dom poético. Além de poemas ele também escreveu um conto de amor que compartilho aqui. Parabéns Bruno pelos textos!





Conhecendo o amor


Um dia comum, como todos os outros para mim, eu tinha apenas 6 anos. Era um domingo e eu estava pronto para ir a uma festa com meus pais. Aquele dia nublado de verão não parecia prometer muita coisa, mas foi aí que a vi, garota aparentemente de família, cabelos cacheados e olhos azuis. Acompanhava os pais não importasse onde fossem, sempre juntos, observei-a por um tempo e saí, para encontrar meus amigos e companheiros de aventura.


Enquanto conversávamos, olhei para onde havia visto ela pela última vez, não a vi, ignorei, mas olhando para o canto da alegria incessante da festa lá estava ela, sentada, apenas observando seus pais que acabaram de entrar na roda de dança. Então, meus amigos me chamam para voltar a falar com eles, e junto a isso perguntaram-me o que tanto observava, respondi com uma voz curta e enrolada, como se fosse gago, "estou vendo as danças", eles aceitaram está resposta, logo continuamos o assunto.


Mais tarde fomos chamados para almoçar e por pura ironia do destino, ela sentou ao meu lado, ouvi um de seus pais falando seu nome, Eduarda, desde aquele instante aquele nome se prendeu ao meu consciente, onde não consegui esquecê-la. Logo ao escurecer, vi-a saindo para fora da festa, percebi que já era tarde, então dei a ideia de ir nos divertir, eu e meus amigos, fora da festa, e eu com a intenção de convidá-la para se juntar a nós, confesso que fiz aquilo primeiramente para cuidá-la, e ao mesmo tempo que nos levantávamos da mesa, os pais da garota, disseram que perceberam que eu estava de olho em sua filha.No mesmo instante, fiquei vermelho, com isso percebi que meus amigos já haviam saído, falei que não tinha nenhuma intenção de prejudicá-la, queria apenas a convidar para se juntar a nós, para nos divertirmos, pois eu achei-a muito distante de outras crianças.


De repente no meio de minha explicação apurada, o pai da menina me interrompeu com um olhar frio, que logo fora quebrado com um sorriso como nenhum outro que já havia visto, ele apenas disse que queria que eu a chamasse para se juntar a mim e meus amigos. Então, logo que a vi sentada observando o céu, a chamei e estendi minha mão para que pudesse se levantar com mais facilidade, perguntei se ela queria se juntar a mim e meus amigos, ela respondeu com um grande sorriso e uma pergunta a qual me surpreendeu e me deixou novamente vermelho, "por que a demora?" foi o que me dissesse.


Ao me ver chegando com mais uma participante para ficar e brincar entre nós, meus amigos logo perguntaram seu nome, com isso saímos para nos divertir. A cada hora que se passava meus amigos iam para casa, até sobrar apenas eu e Eduarda. Nos sentamos sobre a calçada e nos escoramos nas paredes do clube,o qual acontecia uma festa que avançava até madrugada, aproveitamos que as nuvens que haviam no céu saíram e começamos a observar a noite estrelada, sem uma única palavra de nossas bocas, mas mil palavras com os olhos, que às vezes se encontravam e criavam um sorriso maravilhado com aquele acontecido.


A cada minuto passado o sono crescia, após um tempo nos encontrávamos adormecidos, encostados um ao outro. No dia seguinte, acordei e olhei ao meu redor, pensara eu que não se passara de um sonho lindo e maravilhoso. Ao ver meus pais pela manhã, me disseram que foi lindo de me ver ao lado de uma garota que eu acabara de conhecer na noite passada, então percebi que tudo aquilo foi real, e após os pais da menina a colocarem em seus braços, eles pediram para manter contato, pois sua filha não conversava com outra criança já havia um tempo pois sua irmã mais velha falecera já havia um bom tempo, desde então ela tinha se isolado, e que eu tinha a ajudado a combater aquela solidão.


Os pais da menina, por sorte moravam na mesma cidade que nós, e queriam que eu me reencontrasse mais vezes com sua filha, principalmente pelo fato de garota ter começado a faltar muitas aulas, e os pais não gostarem de a obrigar a ir à escola, pois sua irmã mais velha quem sempre a levou. Enquanto minha mãe me contava o acontecido, o telefone começou a tocar, então fui atender, uma voz conhecida começou a falar, era o pai da menina, perguntando o nome de minha escola, e assim que respondi ele falou que iria colocar sua filha no mesmo colégio. Quando ele parou de conversar e ia desligar o telefone uma voz baixa passava ao fundo, era Eduarda, dizendo que nos veríamos em breve, dito isso a ligação fora encerrada.


Minha mãe lembrara-me que já era segunda e que se não acelerasse iria me atrasar para a primeira aula, que teria início em uma hora. Assim que me arrumei para a escola, sai de casa com os passos apressados, contando o tempo, querendo que o dia acabasse para reencontrar com Eduarda. Quando cheguei na escola com uns dez minutos adiantados, vi Eduarda com seu pai e mãe prontos para fazer sua matrícula, e já deixá-la na escola, pois eles logo teriam de trabalhar. Assim que eles saíram, eu e Eduarda nos encontramos, apenas trocamos olhares antes do sinal, que simbolizava o início da primeira aula, com isso corremos para a sala, no caminho perguntei a ela em que anos ela estava.


Então, fiquei feliz por saber que ela estava na mesma sala que eu. Ao final do dia saímos juntos, e quando nos aproximamos da saída da escola, meus amigos, nos param, e perguntaram se queríamos jogar algum jogos antes de nossos pais chegassem para nos buscar, eu sabia que como sempre teria de voltar sozinho, então resolvi ficar. Passaram-se apenas alguns minutos antes dos pais de Eduarda chegarem para levá-la e com isso também resolvi sair e pegar rumo a minha casa, que, quando cheguei fiquei surpreso, ao ver meus pais assustados com meu atraso, bastou explicar para eles o motivo do ocorrido.


Horas, dias, meses se passaram desde que Eduarda entrou na mesma escola que eu e desde então nunca nos separamos. Ela voltou a conversar com suas amigas mais íntimas, mas ainda não estava disposta a novas, as quais eram suas colegas, que sempre tentavam falar com ela, e, como de costume, fugia para outro canto ou virava o rosto. Sim, ela se sentia sozinha e queria fazer mais amigas, mas também achava que não estava pronta para mais pessoas em seu coração. Também, após perder a irmã e se isolar de todos, sua única companhia era a solidão. Me senti bem em ajudá-la, conversando e a apoiando em momentos como aqueles.


Alguns anos se passaram desde que conheci Eduarda, três ao todo, nos tornamos mais íntimos, se assim posso dizer, pois sempre andávamos juntos, fosse dia bom ou ruim. Ela, como já havia se passado um bom tempo, fez mais amigos e com isso mais histórias. Eu também fiz amizade com suas colegas, já que andavam com nós às vezes. Um tempo atrás, descobri onde Eduarda morava, e passei a levá-la até a porta de sua casa, sempre com cuidado. Seus pais chegavam tarde, mas às vezes, quando chegavam mais cedo, esperavam ela na porta de casa, em seguida me convidavam para almoçar, eu com muita educação aceitava, ligava para minha mãe e a avisava. Chegando em casa, me escovava e ia dormir, com sonhos profundos.



Naquele tempo para mim, com certeza os melhores anos, mas mudei de ideia no ano seguinte. Aquele ano ficou marcado em minha mente, principalmente, por causa que foi o meu primeiro aniversário com Eduarda ao meu lado, para ganhar a primeira fatia e a primeira foto. Quando apaguei as velas rapidamente fiz um pedido, eu queria ter Eduarda para sempre em minha vida, não importando como. Não reconhecia o que sentia naquele momento, mas sabia que era bom e aquecia-me momentaneamente.


Sensações e sentimentos que apenas o tempo me revelou, e que me fez perceber o quão bom era amar. Eu todos os dias a escrever para Eduarda e ela para mim. Poemas e versos era o que eu escrevia, e ela respondia sempre a cada palavra. Na escola não era diferente, nós apenas utilizávamos cartas, eu e ela sentávamos do mesmo lado, então essa troca era fácil, além disso mais frequente era a troca de sorrisos. E isso continuou até o 8 ano, que foi quando descobri que o que sentia por Eduarda não era apenas amizade e sim amor. Alguns anos depois, aos 14 anos, me confessara a Eduarda e com a mesma pergunta de quando nos conhecemos, ela respondeu "Por que a demora?", fiquei vermelho, não apenas de vergonha por ter me confessado, mas principalmente pois foi no meio do pátio da escola, que estava lotado de pessoas. Depois daquele dia não nos separamos mais, nós frequentávamos os mesmos lugares, desde a escola, até festas das mais variadas ocasiões. Nós sempre nos amamos, ficamos o resto de nossas vidas juntos, tivemos uma filha, que futuramente veio a ser doutora, formada.

FIM



(https://www.tumblr.com/search/casal%20adolescente)


Obs: As imagens não são do autor, mas foram retiradas da rede de internet.

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