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OPERAÇÃO ELDRIC

Atualizado: 23 de Dez de 2020

Um conto de Fernando Soares do 2º MSI A | IFSVS




Lá onde o coração dos homens já não se ouve, onde o óleo substituiu o sangue e o aço a carne, onde não se escutam muitas vozes, apenas ruídos e chiados, não se enxergam sorrisos, não se vê o escorrer das lágrimas. Lá, nesse lugar, nessa grande cidade para ser mais exato, encontra-se de tudo. Um braço de metal, com ligamentos em cobre novinho? Sim! Um globo ocular com sistema operacional de última tecnologia para ajudar você nas tarefas diárias? Por que não?!


No centro dessa cidade, conhecida como Steel Fort, a capital do aço, em um dos bares mais asquerosos, encontrei-me com dois irmãos, Klymer, o mais novo, de apenas 16 nos, tem no lugar do seu braço esquerdo uma prótese de última geração, contendo um sistema inteligente desenvolvido por seu irmão capaz de impulsionar seus reflexos através de impulsos eletromagnéticos enviado para seu cérebro e quanto suas duas pernas, ambas dispensam apresentações, são duas LPS-230 de metal cromado, equipadas com propulsores que tornam o portador mais rápido que um leopardo.



Imagem meramente ilustrativa retirada da rede de internet, desconhecemos autoria.


Qualquer ser disposto a passar pela dolorosa cirurgia e a agonizante reabilitação se mataria por um par daquelas belezinhas. Do seu lado, o irmão mais velho, Willen um pesquisador com um longo currículo nas costas, aos seus 22 anos, é mestre em áreas de conhecimento que nem mesmo alguém que viveu mais de 50 anos sonha em ser. Renomado, mesmo que não da maneira como é de se esperar. Willen é um dos poucos neste lugar que não usa nem se quer uma prótese, não se sabe o que ambos fazem neste local, mas de uma coisa dá pra saber, sempre que vistos em público, a situação acaba fora de controle.


Conforme a discrição, ambos são nascidos em Stone Bridge, foi uma cidadezinha prospera, situada ao leste da capital, filhos de Zilean e Demmer Eldric, cresceram com todo o amor que seus pais poderiam dar. Willen cresceu estudioso e dedicado, deve isso aos genes de sua mãe Zilean, proprietária da pequena e única biblioteca da cidade. Já Klymer foi um menino agitado, fervoroso, com energia de sobra, segundo relatos só se acalmava nos braços de sua amada mãe, ou colo de seu pai Demmer, o mecânico da cidade, especializado em próteses armamentistas. Eram crianças normais, até aquele dia.


Não se comenta sobre aquele dia, aquela noite, o Confronto da Ponte de Pedra, como é conhecido, foi um dos milhares casos abafados pelos militares. Lembro até hoje dos rostos e do cheiro podre do sangue, soldados e oficiais queimando tudo que era vivo ou que abrigava os vivos, tudo isso por conta de dinheiro e território. Não foi datado nenhum sobrevivente, até o ano de 2134, três anos após o confronto, quando um oficial do exército foi assassinado por duas crianças em uma cabine telefônica. Uma das testemunhas descreveu as crianças como “dois moribundos, o mais pequeno era meio humano meio máquina, e o outro um pirralho com uma camiseta rasgada e nela estava escrito: Biblioteca Eldric”.


Desde então, uma onda de homicídios contra militares começou, no início, foram tratados como casos isolados, após um tempo notou-se a conexão, todos os militares que foram assassinados e continuavam sendo, estavam presentes na tragédia da ponte de pedra. Foram no total, até o dia de hoje, 19 de novembro de 2140, 179 oficiais assassinados. Isso nos leva à situação presente, encontrei ao acaso os dois suspeitos no bar Devil’s Nest, no centro da cidade, peço retorno imediato da central, ambos os alvos são altamente perigosos, repito peço retorno imediato da central.


Agente especial Roy Mustang – Cód. de segurança: 3P201E5



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