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Paródia

Poema do Vitor Santos Pavão

E agora, José? Você se atrasou, o porteiro se mexeu, está pronto para fechar, ih, o portão fechou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, precisa estudar, você que nunca se atrasa, que tá sempre no horário exato da festa? e agora, José?


Está sem dinheiro, está sem discurso, e nem que tente, já não pode fazer, já não pode estudar, vai ter que esperar, a noite esfriou, o dia não veio, e a responsabilidade também não, o riso não veio, e agora o que faço? e tudo acabou e tudo ferrou e tudo fechou, e agora, José?



E agora, José? Sua doce palavra, agora já não adianta nada, seu tempo perdido nesse priodo, sua biblioteca, você precisa de emprego, mas podia ter regulado o tempo, sua incoerência, sua vontade — e agora?



Sem a chave na mão mas quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer sumir do mapa, Mas no momento não possui um. José, e agora?



Se você gritasse, se você subisse, se você protestasse nada adiantaria, se você pedisse, se você cansasse, o portão fechou... Mas você não morre, você é duro, José!


Está sozinho preso em você e agora a culpa, não tem o que fazer, mas não se desespere ano que vem você tenta, faça com que as coisas sejam melhores estude mais, você marcha, José! José, para o futuro?

Não cometa esse novamente esse furo.



Obs: As imagens foram obtidas da rede de internet.

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