Paródia de "E agora José" de Carlos Drummond de Andrade

Atividade realizada na turma do 2° MSI A relacionado ao Capítulo 1 do Livro Novas Palavras 2 sobre as grandes escolas literárias.


Poema do aluno Gabriel Rosa

E agora, José? A bebida acabou, o cigarro apagou, a força sumiu, a madrugada esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que foi zombado pelos outros, você que faz versos, que odeia, protesta? e agora, José?



Está sem escolher, está sem destino, parecendo um andarilho, já não aguenta beber, já não aguenta fumar, matar já não pode, a madrugada esfriou, cheio de receio, os amigos não veio, e o choro veio, e tudo desandou e tudo desabou e tudo acabou, e agora, José?



E agora, José? Sua doce amada, vendo seu velório fúnebre, sua mãe em jejum, não tira uma soneca, seu cabelo louro, seu terno de couro, você era o tesouro, — e agora?




Com a faca na mão queria entender, porque você foi cometer; quer morrer no seu lugar, ela queria te livrar; ficou chateada, pensou que era a culpada. José, e agora? Se você se importasse, se você contasse, se você se tocasse se você respeitasse, se você escutasse, como se tudo isso adiantasse... Mas você não morreu, você é duro, José! Sozinha no escuro perdida no mato, estava a chorar, com culpa por te amar, seu rato-preto não seja egoísta, cuide de si, José! ame sua vida José!


Obs: As imagens não são de sua autoria. Foram retiradas da rede de internet.

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