• manurosa3011

RESENHA E ANÁLISE LIVRO E FILME “A CULPA É DAS ESTRELAS”

Atualizado: Jan 25

Por Manuela B.R. do 1 ADM B/IFSVS


(imagem da capa do livro tirada da internet)



E aí gente! Tudo bem?


Vim aqui no início para avisar que essa análise e resenha foram feitas há alguns meses atrás (sim, eu esqueci de postar, uma salva de palmas para a bolsista); logo, meu estilo de escrita pode estar diferente, mas imagino que não cause muita divergência com os meus outros posts.


Pois bem, era só isso mesmo, boa leitura!


Introdução:


O livro A Culpa é das Estrelas, de John Green, é um livro bem famoso entre o público jovem, isso ocorreu por, principalmente, John Green ser extremamente prestigiado por leitores desta faixa etária e por ser um autor best-seller do The New York Times. Mas, além do livro, temos um filme baseado nele, com o mesmo nome, dirigido por Josh Boone, que, atrevo-me a dizer, é um pouco mais famoso que o livro. Mas, como isso é uma resenha, irei dar minha opinião sobre ambos e também comparar os dois. Será que o livro é bom? Será que o filme faz jus à obra de John Green? Venha comigo, que eu irei responder essas perguntas para você.


Lembrando: Essa é apenas a minha opinião, uma leitora juvenil, e não uma resenha profissional. E por ser minha opinião, pode ser que você não concorde, e está tudo bem. Pessoas diferentes têm também diferentes pontos de vista, então, o que eu falo não é nenhuma regra.


E mais uma coisa: Se você pretende ler o livro e/ou assistir o filme e não quer levar nenhum spoiler da história, sugiro que vá direto para o final desta resenha, onde faço minhas considerações finais, recomendando ou não o livro e o filme.


Então, aqui vamos nós.


O Livro:


A Culpa é das Estrelas é um romance que retrata a vida de Hazel Grace, uma garota que qualquer outra garota se identificaria, a não ser por Hazel ter um câncer em estágio terminal, e que, em meio ao grupo de apoio em que ela não faz a menor questão de participar, cruza com um outro jovem, chamado Augustus Waters, que perdeu a perna por causa de, também, um câncer, mas que agora está sem risco de vida. Se você está lendo isso agora, já deve saber que esse garoto morre, e também deve saber o motivo de sua morte. Mas não estamos aqui para falar só sobre Augustus.


Primeiro, devemos falar um pouco da relação que Hazel e Augustus tiveram. A princípio, seu relacionamento um com o outro foi um pouco... do nada. Claro, Gus – apelido do não tão querido por mim, Augustus – se apaixonou pela primeira vista por Hazel, mas isso não foi tão bem construído, na minha opinião. Ambos só flertavam com frases extremamente complexas, e, talvez, este tenha sido o jeito deles, mas a relação de um para com o outro escalou muito rápido, parecendo que faltou um pouco mais de conversa para assim, fazer um pouco mais de sentido os seus respectivos sentimentos.


Sobre a doença de Gus, foi algo que eu também achei que escalou muito rápido. Ficamos sabendo muito pouco sobre o que aconteceu com ele, parecia que o autor não queria escrever muito sobre a recaída de Augustus, talvez para economizar as lágrimas dos leitores que se emocionam muito facilmente, ou talvez por não achar muito importante, mesmo sendo importante.


Tiveram, também, outros pontos que ficaram faltando: Queria saber um pouco mais sobre Isaac – o garoto que ficou cego e que, com certeza, é o meu personagem favorito da trama – e de como ele e Gus se conheceram; queria saber um pouco mais sobre Uma Aflição Imperial – um livro fictício dentro de outro livro, incrível, não? – pois a história dele realmente me cativou; queria saber a reação da Mônica ao ver o seu carro trucidado por ovos (ok, talvez isso não seja tão relevante assim); queria saber quem e o que exatamente são os Gênios; e também queria saber um pouco mais do passado de Peter Van Houten.


Falando em Peter Van Houten, que personagem, meu amigo leitor. Um personagem que parecia ser alguém totalmente educado e cortês e que, na verdade, era um homem viciado em álcool, mal-educado e fã de hip-hop sueco (não que isso seja ruim, só não era esperado). É uma quebra de expectativa tão grande que pode até chocar, mas é incrível o desenvolvimento desse personagem e a importância dele na trama desde o começo até o final. Esse cara tem meu respeito, mesmo sendo uma pessoa um pouco desagradável de se conviver.


Temos também outros personagens extremamente importantes, como os pais de Hazel, os pais de Gus, Patrick, Lidewij ... esses personagens foram muito bem construídos na trama, mesmo alguns não tendo aparecido tanto. Sobre eles, eu não tenho o que reclamar, são personagens excelentes.


Para fechar, na trajetória do livro temos alguns bons ensinamentos que realmente nos fazem refletir. Também temos algumas referências interessantes à matemática, como a Teoria dos Conjuntos, de Georg Cantor, e o Paradoxo da Tartaruga, de Zenão, que eu tinha visto recentemente em minhas aulas de matemática, ambas sendo comentadas pelo meu querido Peter Van Houten.


Em resumo, falta um pouco para o livro ser realmente satisfatório, com a relação de Hazel e Augustus meio vaga, com algumas coisas mal explicadas e muitas acontecendo ao mesmo tempo. Mas também tem alguns pontos muito bons e interessantes na história, e eu não me arrependo de ter lido.


O Filme:


O filme de A Culpa é nas Estrelas, para mim, é deveras... decepcionante. Tinha tudo para ser um filme emocionante, mas acabou com (quase) todas as expectativas que podia se ter dele.


Perecem muitos fatos no filme. Sejam fatos não muito relevantes, mas que se percebe a grande diferença do livro ao filme – como, no livro, Van Houten abria a porta para Hazel e Gus entrarem, e no filme, quem fez isso foi Lidewij; ou como trocaram os copos de papel do Ursinho Poo, na parte do livro em que Hazel e Augustus tomam champanhe no parque, para copos de vidro, o que me entristeceu profundamente – como fatos realmente importantes mencionados no livro, que no filme simplesmente ignoraram, que foi o caso da morte da ex-namorada de Gus, e a caça de Hazel para encontrar as últimas palavras de Augustus para ela, que, no filme, foi dado a ela de uma forma que eu achei ridiculamente sem sentido.


A maioria dos personagens são mal desenvolvidos (com exceção de Isaac, que tem uma boa representação de como é no livro) e alguns são até ignorados totalmente (como a ex-namorada e as irmãs de Gus). A relação de Hazel e Augustus é fraca e até um pouco sem sentido e, se você não leu o livro, pode se perder na história.


Mas se acalme, nobre leitor, tem algumas partes realmente boas, como a cena em que Isaac e Hazel leem seus elogios fúnebres para Gus, que pode te deixar um pouco emocionado, ou o funeral de Augustus, que pode te deixar ainda mais emocionado, se você chora facilmente com filmes. Tem algumas outras partes legais e bem interpretadas, mas não são tão relevantes na história.


Em resumo, o filme não é dos melhores. Mas tem partes boas, sim, mas sugiro então, que veja legendado. Lembrando que isso é apenas minha opinião, não é regra. Você pode achar o filme melhor que o livro, mesmo que eu duvide muito dessa afirmação, mas cada um com seus gostos.


Considerações finais:


Chegamos ao final, então. Se você gosta de romances, realmente recomendo o livro, mas se você, como eu, não desfruta deste tipo de literatura, não recomendo tanto. Apenas se o seu interesse seja o drama do câncer e a perda que ele traz, então, vai fundo.


Já o filme, eu realmente não recomendo, pois, como disse lá em cima, achei ele um pouco decepcionante em comparação ao livro. Mas se quiser assistir, assista. Mas não me asseguro que irá lhe agradar.


É aqui que nos despedimos, amigo leitor. Espero que tenha gostado dessa humilde resenha, pois outras estão para vir, se tudo der certo (e deu mesmo, Manuela do passado).


Até breve!

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